O EXEMPLO DA ISLÂNDIA

Através de um recurso interessante do Google Plus, o  “Hot on Google+”, li o texto de um nerd qualquer falando sobre a Islândia. O texto está abaixo da foto, já traduzido, e apesar de eu discordar de algumas coisas que ele fala, no geral é bem interessante. Lê lá primeiro.

Ok, quem vai querer saber de um país distante e gelado com pouco mais de 300 mil habitantes? A não ser que um vulcão entre em erupção, o cotidiano dos islandeses não deve ser lá muito excitante. Mas mesmo que uma pequena revolução como a que aconteceu lá não possa ser comparada com o que acontece no Egito, a imprensa poderia sim dar mais importância à revolta islandesa.

Algumas pessoas comentaram no Google Plus que não se pode comparar a Islândia com o gigantesco Estados Unidos, com seus milhões de habitantes. Talvez não, talvez o que aconteceu lá seja virtualmente impossível que aconteça nos EUA, Brasil, China ou Inglaterra. Mas 300 mil pessoas viram seus governantes e magnatas foderem tudo e não ficarem quietos. Será que não serve nem de exemplo? Será que não poderia ser replicada então em escala menor do que um país? Por que nunca houve nada parecido em nenhuma cidade brasileira? Quantas cidades têm menos de 300 mil habitantes e não fazem nada ante a corrupção e descaso dos que detêm o poder? Tem que mexer no bolso para que isso ocorra?

Eu não sei você, mas eu acho que, o que os islandeses fizeram, poucos fariam. É um grande exemplo a ser seguido. E, vejam só, em nenhum momento foi falado nada sobre redes sociais ou internet. Com certeza passeatas foram organizadas pelo Facebook, o Twitter bombou com os escândalos, mas a mudança real veio no mundo offline. Então pense se você está fazendo algo de útil para a nossa sociedade, algo real. Dar like em mensagem bonitinha, tuitar que está tudo um caos e compartilhar alguma notícia de corrupção não adianta nada, porque quem receber essas mensagens se contentará em dar like, retuitar e compartilhar, exatamente como você fez, só para mostrar o quão por dentro e engajado é. Enquanto alguém não levantar dá cadeira e exigir integridade e respeito, sem caps lock nem fotinha do Willy Wonka, nada vai acontecer.

Deal with it


“#ocuppy

ISLÂNDIA. Sem notícias da Islândia?… porquê? Como pode ouvirmos tudo que acontece no Egito, mas nada que acontece na Islândia?

Na Islândia, o povo fez o governo renunciar, os bancos foram nacionalizados, foi decidido, devido a uma política financeira ruim, que a dívida que eles fizeram com Reino Unido e Holanda não fosse paga e uma assembleia pública foi criada para reescrever a constituição.

E tudo isso de modo pacífico. Uma total revolução contra os poderes que criaram a crise global atual. Isso é o motivo de não ter havido nenhuma publicidade durante os últimos dois anos: O que aconteceria se o resto dos cidadãos europeus seguisse o exemplo? O que aconteceria se o resto dos cidadãos americanos seguisse o exemplo?

Aqui está um resumo dos fatos:

2008. O principal banco do país é nacionalizado.
O Krona, a moeda da Islândia, se desvaloriza e o mercado de ações para. A nação está quebrada.

2008. Os cidadãos protestam em frente ao parlamento e conseguem novas eleições, que acarretam a renuncia do primeiro ministro e de todo o governo.
O país está em uma situação econômica ruim.
Uma lei propõe o pagamento de uma dívida com Grã-Bretanha e Holanda, com o pagamento de 3,5 bilhões de euros, paga pelos islandeses durante os 15 anos seguintes, a uma taxa fixa de 5,5%.

2010. As pessoas saem às ruas e pedem um referendo. Em janeiro de 2010 o presidente paralisa a aprovação da lei e anuncia o referendo. Em março o referendo e o “não” para o pagamento da dívida têm aprovação de 93%.
Enquanto isso, o governo começa uma investigação para trazer à justiça os responsáveis pela crise. Altos executivos e bancários são presos. A Interpol ordena que todos os partidos políticos envolvidos deixem o país.

No meio da crise, uma assembleia é eleita para reescrever uma nova Constituição que possa incluir as lições aprendidas com o ocorrido e que substitua a antiga (uma cópia da Constituição dinamarquesa).

Dos 522 candidatos, 25 cidadãos sem afiliação políticas são escolhidos. Para se candidatar, foi preciso apenas ser adulto e ter o apoio de pelo menos 30 pessoas. A assembleia constituinte começa em fevereiro de 2011 para apresentar a carta magna das diferentes assembleias que aconteceram pelo país. Ela precisa ser aprovada pelo parlamento atual e pela constituinte no decorrer das próximas eleições legislativas.

Então o resumo da revolução islandesa:
-Renuncia de todo o governo
-Nacionalização do banco
-Referendo para as pessoas decidirem sobre a economia
-Prisão dos partidos políticos envolvidos com a crise
-Reescrita da constituição pelo povo

Fomos informados disso pela mídia?
Existe algum programa de rádio ou TV falando sobre isso?
Não! Os islandeses mostraram que há uma forma de derrotar o sistema e deram uma importante lição de democracia para o mundo.”

Jonathan Black, através do Google Plus, dia 08 de maio de 2012.

Autor desconhecido

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Sobre Thanius Scoralick Sarchis

Jornalista
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